Defendendo mães que amamentam e as crianças
Da indústria da AIDS – uma voz discordante
no Fórum de World Alliance for Breastfeeding Action/UNICEF

Arusha, Tanzania, 27 de setembro de 2002
International Women Count Network
(Rede Internacional as Mulheres Contam)

Tem sido dito inúmeras vezes nesse Fórum que 60% das criancas com menos de cinco anos de idade morrem de desnutrição e fome, enquanto que 4% estão sujeitas a morrerem de HIV/AIDS. Pelo menos 1.500.000 crianças morrem todos os anos em consequência direta do leite artificial infantil. Apesar dessa clara evidência de que mais do que nunca o leite materno é necessário, o movimento em prol do aleitamento materno tem sido pressionado a usar o leite artificial sob pretextos sem base concretas relacionados ao HIV.

A questão mais importante para nós que defendemos o aleitamento materno é a saúde e a sobrevivência da crianca, é nos assegurarmos de que as mães têm COMIDA é ÁGUA. Entretanto esse não é o principal tópico desse Fórum.

A evidência de que o HIV é transmitido da mäe para o bebê não é baseada em nenhuma pesquisa independente, portanto descomprometida: A indústria farmacêutica e os fabricantes do leite artificial infantil, os quais têm interesses escusos em diminuir a importância do aleitamento materno, estão por trás da maior parte das pesquisas. A única pesquisa independente realizada até agora (Cutsoudis – zona rural da África do Sul) revelou que bebês filhos de mães HIV+ se beneficiam do fato de serem alimentados exclusivamente com o leite de suas mães. Essa pesquisa tem sido ignorada a favor de estudos que promovem o leite infantil artificial.

Muitos ditos tidos como científicos são contraditórios e não fazem o menor sentido: já nos foi dito que uma mulher pode ser HIV+ em um seio e HIV- no outro. Outros dizem que o leite materno dado exclusivamente nos primeiros seis meses reduz a transmissão do HIV, enquanto que outros, principalmente agências da ONU afirmam que o leite de mães HIV+ sempre é um risco de transmissão "HIV = AIDS =

MORTE" e que assim sendo, mães HIV+ nunca deveriam amamentar seus filhos com o próprio leite. Mais bizarro ainda, a amamentacão mista, isto é, dar o leite materno e o artificial depois dos seis meses aumenta a probabilidade de transmissão. O que então e a causa da transmissão, o leite das mães ou outros alimentos?

Até recentemente nos sabiamos que o leite infantil artificial era o "assassino de bebês". Esse Fórum tem sido repetidas vezes orientado a ver o leite infantil artificial não como alimento mas como "remédio". Isso legitima e promove o leite infantil artificial – essa é a melhor notícia para o leite artificial e a pior para mães e bebês! As mesmas agências da ONU envolvidas em tal promocão têm também aceitado colaborar com o McDonalds, um dos grandes produtores de ‘junk food’.

A notícia mais estimulante nesse Fórum é que as mães estão lutando para continuar a amamentar seus filhos com o próprio leite. Ainda que as defensoras do aleitamento materno estejam sendo orientadas a pressionarem-nas para que não o façam. A mais chocante das notícias é que programas experimentais da UNICEF que eram esperados informar as mães a repeito da escolha têm resultado em um declínio no aleitamento materno e aumento da taxa de mortalidade infantil entre as criancas HIV+, assim como HIV-. Um dos pesquisadores nos contou informalmente que os resultados da experiencia têm sidos "catastróficos".

O teste de HIV, especialmente o mais comum feito na África, é sabidamente não confiável. Certas condições como gravidez e certas doenças como malária e tuberculose podem ocasionar resultados positivos falsos. E são nesses testes que eles se baseiam para orientar as mães a alimentarem seus filhos com o leite infantil artificial, a primeira ‘junk food’, o qual é sabido que mata, principalmente na Àfrica.

Informaçöes sobre a ‘epidemia de AIDS’ na Àfrica não é nem mesmo baseada em testes mas em estimativas. Nós estamos sendo aterrorisadas pelos assim chamados especialistas que dizem que HIV está devastando um continente inteiro e que matará a todos nós a menos que coloquemos um fim na transmissão do vírus. Sem sombra de dúvida muitas pessoas estão morrendo. Mas enquanto alguns dos sintomas parecem novos, outros como malária e doenças respiratórias são familiares. Os sintomas da AIDS variam inclusive de continente para continente. A única explicação dada para tais afirmações é que o HIV diminui o sistema imunológico de diferentes maneiras variando de pessoa para pessoa.

Muitas pessoas acreditam que HIV é um sintoma ao invés da causa de todas essas mortes, e que muitos fatores estão envolvidos na destruição do sistema imunológico das pessoas – começando pelo crescente aumento da pobreza e desnutrição, grande quantidade e geralmente secreta de detritos de agentes poluentes inclusive nuclear, químico, restos de petróleo) derramados no meio ambiente pelos governos e multinacionais, programas de vacinação, experimentos com drogas perigosas e vacinas... Nos é familiar, ou pelo menos deveria ser, essa exploração na África.

Na Inglaterra, nós nos opusemos aos PENTA testes, nos quais bebês principalmente africanos (a maioria de Uganda), recebem dosagens de adulto da droga anti-viral AZT. Nós conversamos com as mães e avós de crianças que morreram dentro de poucos meses tomando AZT. Elas nos disseram que suas crianças eram HIV+ mas não apresentavam nenhum sintoma quando começaram os testes e que elas ficavam piores a cada vez que elas tomavam a dose do AZT e assim foram piorando progressivamente. Essas mulheres não tinham a menor dúvida de que o AZT é que matou as suas crianças. A maior parte delas foi forçada a participar desses testes, inclusive por temerem ser deportadas: elas não poderiam permanecer na Inglaterra se elas não se submetessem a esse tratamento médico.

Nós e outras nesse Fórum perguntamos por evidências baseadas não na transmissão do HIV mas no estado de saúde das mães e crianças vivendo com o HIV (ambas, as amamentadas pelo leite materno e as que tomavam leite artificial). Isso é, não queríamos o resultado de seus testes mas saber se elas estavam doentes. Esses dados nunca nos foi fornecido. Ainda assim a questão crucial para qualquer mãe é se seu filho apresenta sintomas de doença e o que pode ser feito em relação a isso.

HIV não é = morte. Existem inúmeras pessoas, inclusive na África, que estão sobrevivendo sem nenhum sintoma de doença. Muitas delas se recusaram a tomar drogas anti-virais tóxicas.

A conferência sobre AIDS desse ano em Barcelona discutiu sobre o que fazer com o AZT e o altamente tóxico coquetel de drogas que estão matando os portadores do HIV ao provocarem ataques cardíacos e destruição do fígado. Mas aqueles que questionam os testes de HIV e as drogas tóxicas são taxados de ‘extremistas’ e seus questionamentos são ignorados. O governo sul-africano foi submetido a pressões do mais alto nível quando o presidente ousou pedir a um painel de "experts" que demonstrassem evidências antes de iniciar a ditribuição de Nevirapin. O governo foi processado e perdeu: a corte decidiu não apenas a favor da droga , mas misteriosamente também a favor do leite artficial para bebê!

Não podemos alegar que temos a opção de fazer uma escolha informada quando as questões do HIV e as causas de sua transmissão ainda não têm respostas consensuais por parte daqueles que deveriam informar.

Acreditamos que defensores da amamentação e profissionais de saúde estão sendo mal informados e forçados a aceitar o leite artificial. Muitas pessoas neste Fórum estão preocupadas com o fato de que isso pode resultar em óbitos e tais óbitos serão atribuídos ao HIV ao invés do leite artificial. Aqueles entre nós em posições de responsabilidade temos a tarefa de proteger o que sabidamente pode salvar vidas: o leite materno, o primeiro e melhor alimento.

Declarações pró-leite artificial para bebê feitas por agências poderosas se aproveitam da posição das mulheres africanas. Mesmo aquelas de forte personalidade são econômica e socialmente muito fracas para se contraporem a agências internacionais de cuja ajuda precisam.

Enquanto ninguém gosta de questionar os "experts" da medicina, eles deram provas de que estavam errados anteriormente. Neste momento, um movimento de pais no Reino Unido e em outros lugares esta recusando vacinar crianças com a MMR porque eles estão convencidos de que pode causar autismo. Os "experts" do governo negam que haja qualquer ligação.

Veja o livro "The Milk of Human Kindness – Defending breastfeeding from the global market & the AIDS industry" by Solveig Francis, Selma James, Phoebe Jones Schellenberg and Nina Lopez-Jones

Crossroads Books 2002

To order copies please send cheques or postal orders payable for $US15.00 to
Crossroads Books
at the following address:
USA: Box 11795 Philadelphia PA 19101
Tel (215) 848-1120
Fax (215) 848-1130
E-mail: philly@crossroadswomen.net
Website: http://allwomencount.net

Do Rede Internacional as Mulheres Contam
Exigencias do livro: “The Milk of Human Kindness”
(O leite da bondade humana)
“Defending breastfeeding from the global market & the AIDS industry”
DETENDO OS ASSASSINOS DE BEBÊS

All Women Count