Do
Rede Internacional as Mulheres
Contam
Exigencias
do livro: “The Milk of Human Kindness”
(O leite da bondade humana)
“Defending breastfeeding from the global market & the AIDS
industry”
DETENDO
OS ASSASSINOS DE BEBÊS
Primeiro,
nós contamos dar a vida trabalho das mulheres.
- Implemento
das decisões da Conferência de Pequin, 1995, na Plataforma Para a Ação
para o estímulo da amamentação; pesquisas atualizadas sobre o valor
e o tempo gasto pelas mães para amamentar; o valor da amamentação
em sí e executado simultâneamente com outras atividades, sejam elas
remuneradas ou não.
- Estimativas
mundiais dos valores econômicos da amamentação, o que inclui não
apenas o valor do trabalho de cuidar de uma criança, mas também o
valor do leite materno. Isso estimulará outros países a preparar
estimativas nacionais ou serão vistos como aqueles que não têm
valor para este tipo de atividade.
Desde
que o trabalho é o mesmo e tem o mesmo resultado e efeito, seja ele
realizado por qualquer que seja, todo o trabalho gasto amamentando e todo
leite produzido pode ser avaliado com o mesmo valor, independente da
nacionalidade, raça, classe, religião, idade, profissão, etc, da mãe.
Avaliando a amamentação você estará abrindo uma brecha para a
igualdade salarial global, com esta medida fica claro que o nosso trabalho
tem o mesmo valor em qualquer lugar.
- Todos
os países devem incluir no censo a pergunta de quanta amamentação a
mãe está realizando, assim como, que outras atividades elas precisam
executar mas que interferem na amamentação.
E
desde que a sociedade depende da amamentação, nós temos que deixar
claro o que nós consideramos importante e motor, em toda e qualquer
oportunidade que tivémos para atingir nossos objetivos humanos.
- Recolhimento
nacional regular e informação pública das estatísticas sobre
amamentação que mostrem as diferenças regionais.
- Folhetos
informativos dos balanços nacionais dos custos que a falta de
amamentação acarreta em termos de aumento de doenças e mortes e
custos em tratamento de saúde e outros.
- Incluir
nos folhetos informativos nacionais sobre alimentação a importância
do leite materno.
- Questionar
as mulheres a diferença de tempo gasto para amamentar em comparação
com a alimentação do leite artificial, quais os obstáculos elas
encontram para amamentar, qual é o impacto do benefício maternidade
e das creches em suas vidas e qual impacto e desejo das mulheres de
amamentar plenamente seus filhos.
Proteção
às Mães que Amamentam em Qualquer Circunstância
- Promoção
de pelo menos 6 meses de amamentação exclusiva, geralmente o mínimo
necessário estabelecido, para todas as mães de Norte a Sul, mesmo se
forem portadoras do vírus HIV.
- Durante
momentos de fome e outros disastres, a comida às mães que estão
amamentando deve ser prioridade, idependente da idade da criança. Esse é o único meio de garantir a sobrevivência das mães
e das crianças.
- Fim
a todos os programas, seja ele piloto ou em fase de experimentação,
de transmissão
do HIV da mãe à criança que use drogas e leites artificiais. Drogas
tóxicas não devem ser dadas às grávidas ou às mães que estão
amamentando e a seus filhos.
- Direito
das mães amamentarem seus filhos em público e facilidades para que
possam amamentar em espaços privados precisam ser estabelecidos.
Investindo
os recursos sociais
O que e como a
sociedade paga, nos diz quanto ela vale. Se nós queremos que as mães
amamentem seus filhos, então devemos investir recursos sociais para
estimular este cuidado.
- Permissão
governamental a amamentação, que a reconheça socialmente e a
viabilise. Desde que toda a mãe que amamenta é uma mãe trabalhadora,
seja ela solteira, casada, imigrante, exilada e/ou estudante de
qualquer idade, deve ter este direito reconhecido. Recursos gastos em
leite artificial para bebês ou em testes de HIV podem ser
revertidos para remunerar este imesurável serviço, economizando
assim recursos gastos em saúde, etc.
Leite
artificial para bebê não é econômico para ninguém, apenas para as
empresas, seus advogados e para a indústria de saúde.
- Direito
universal a: licensa maternidade remunerada por pelo menos 6 meses;
licensa
paga para cuidar do bebê e/ou jornadas menores sem disconto no salário,
assim como facilidade no local de trabalho para as mães amamentarem seus
filhos; proteção contra demissão e outras
formas de discriminação contra a gravidez ou a amamentação.
Mulheres, independente de serem legalmente casadas, trabalhando formal ou
informalmente, recebendo benefícios governamentais ou não, camponesas,
domésticas, emigrantes e trabalhadoras autônomas precisam ser reconhecídas.
- Fundos
para bancos de leite locais, incluindo pagamento e reembolso das
despesas das mães doadoras, assim o doador de leite passa a ser uma
alternativa viável ao leite artificial para bebês em casos em que a
mãe não pode amamentar.
- Fontes
de serviços próprias que não precisam de ajuda comercial, incluindo
conselheiras de amamentação ou grupos de suporte comunitário e
maternidades. Mães que estão amamentando e que precisam de suporte
comunitário precisam receber visitas diárias pelo menos 10 dias
depois de darem a luz e precisam ter acesso a linha telefônica de
emergência.
- Fundos
internacionais e execução do serviço da UNICEF ‘Baby-Frendly
Hospital Initiative’, monitorado independentemente.
- Campanhas
de promoção da amamentação baseadas em valores econômicos,
sociais e de saúde que o leite materno proporciona, em lugar da
propaganda do leite artificail para bebê, que devem ser banidos (assim
como a propaganda do tabaco deveria ser). Imagens de bebês sendo
amamentados pelas mães ao invés da imagem do bebê com mamadeiras em
livros e histórias, novelas e comerciais, etc. (A mamadeira é usada
normalmente para indicar facilidades para bebês – o que deve ser
trocado por outro símbolo). Informação sobre a importância da
amamentação deve ser parte do currículo escolar em nutrição, ciência,
sociologia e outras outras matérias, sempre que possível.
- Amamentação,
sua importância, aplicação no cotidiano e manutenção na vida prática,
deve ser parte da educação dos profissionais de saúde: parteiras,
enfermeiras, assistentes sociais e médicos.
Mantendo
o Mercado Sob Controle
- Legislação
e fundos para monitorar e reforçar um acordo universal do Código
Internacional de Mercado dos Substitutos do leite Materno,
independentemente da UN. No momento não há um estatuto regulador. O
código precisa ser aplicado nas agências governamentais e não-governamentais,
como a UNICEF, que passou a ser um grande promotor do leite em pó
artificial.
- Cessar
todos os fundos para profissionais de saúde treinados por empresas
que tenham interesses em produtos lacticínios, na indústria farmacêutica
ou outros interesses comerciais que não sejam pró amamentação e
que venham a minar a amamentação.
- Divulgação
total das pesquisas sobre amamentação em todas as publicações
científicas e outras mídias. Todos os patrocinadores, participantes
e outros envolvidos devem ser divulgados, assim como qualquer instituição
de pesquisa devem ser reportados.
- Divulgação
ao publico em geral dos patrocinadores de toda publicação de saúde,
conferência, reunião ou associação profissional e membros desta
associação.
“The
Milk of Human Kindness – Defending breastfeeding from the global market
& the AIDS industry” by Solveig Francis, Selma James, Phoebe Jones
Schellenberg and Nina Lopez-Jones
To
order copies please send cheques or postal orders payable for
$US15.00 to Crossroads
Books
at the following address:
USA: Box
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Tel (215) 848-1120
Fax (215) 848-1130
E-mail: philly@crossroadswomen.net
Website:
http://allwomencount.net
Defendendo
mães que amamentam e as crianças
Da indústria da AIDS – uma voz discordante
no
Fórum de World Alliance for Breastfeeding Action/UNICEF
Arusha,
Tanzania, 27 de setembro de 2002
International Women Count Network (Rede
Internacional as Mulheres Contam)
All
Women Count |